Rede Amazônica de Inventários Florestais

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Brasil: Mato Grosso

  • Junho - Julho 2010
Brasil: Mato Grosso

Em Novembro de 2009, foram marcadas e medidas duas parcelas permanentes de 1 hectare cada, na Floresta Amazónica, em área de pesquisa na Fazenda Tanguro, nordeste do estado de Mato Grosso, Brasil. A equipa foi integrada pelos professores da UNEMAT de Nova Xavantina, Beatriz Schwantes Marimon, Ben Hur Marimon Junior e Eddie Lenza e os alunos do mestrado em ecologia e conservação da UNEMAT Edmar Almeida de Oliveira, Claudinei dos Santos, Leandro Maracahipes e Paulo Morandi. Estas florestas estão localizadas na transição entre o cerrado (savana brasileira) e a Amazónia, em solos ácidos e pobres em nutrientes. Em Novembro de 2010 foi demarcada e medida uma nova parcela de 1 hectare em Ribeirão Cascalheira, também nordeste de Mato Grosso com a mesma equipa. A transição Amazônia-Cerrado coincide com o limite entre a alta pluviosidade amazónica (>2.000 mm anuais) e a média pluviosidade do bioma cerrado (<1.700 mm anuais). Este tipo de floresta é marcado pelo provável avanço natural sobre o cerrado, por sua alta dinâmica, alta biodiversidade e grande risco de ameaça pelo desmatamento. Da mesma forma que a savana brasileira, estas florestas tropicais de transição enfrentam longos períodos de seca entre Abril e Setembro, quando ocorre queda mais acentuada de serapilheira, formando densa camada sobre o piso florestal, onde uma espessa malha de raízes superficiais reabsorve os nutrientes e impede o colapso nutricional da floresta. A Fazenda Tanguro e Ribeirão Cascalheira ficam no chamado “arco do desmatamento” ou “fronteira agrícola brasileira”, uma região de agro-negócios bilionários, com agricultura altamente mecanizada, onde as maiores lavouras de soja do mundo, algumas chegando a mais 100 mil hectares, exibem altíssima produtividade devido ao clima favorável. Mato Grosso é o maior produtor de soja, algodão e carne bovina do Brasil.